terça-feira, 18 de novembro de 2014

As pessoas mais bizarras que já passaram pelo circo de horrores



Nos shows de horrores eram exibidas pessoas bem bizarras, deformadas e/ou com doenças que não eram explicadas pela ciência. De tanta bizarrice separamos os mais bizarros dos bizarros, que você conferir abaixo:

A Jovem de Quatro Pernas



Antes de qualquer coisa: ter quatro pernas é possível? Sim, é possível e aconteceu! E além das quatro pernas, a jovem possuía dois órgãos genitais – da cintura pra baixo eram duas pessoas em uma só.
Myrtle Corbin (1865-1928) nasceu no condado de Lincoln – EUA. Agora se você pensa que ela andava com as quatro pernas, você vai se decepcionar, pois das suas quatro pernas apenas uma funcionava normalmente. Os dois membros a mais seriam de uma “irmã gêmea”, que acabou não se desenvolvendo e se fundiu ao corpo de Myrthe.
A família da menina aproveitou a sua rara deficiência para ganhar com isso, onde eles arrecadavam cerca de 450 dólares por semana com a exibição da garota em shows bizarros.
Após alguns anos, Josephine se cansou das apresentações e acabou se aposentando, casando-se depois de algum tempo com um o médico Clinton Bicknell, com quem ela teve vários filhos. Com os filhos já crescidos, a “Mulher com Quatro Pernas” voltou a se apresentar em Nova York, recebendo um salário de US$ 450 semanais (ou quase R$ 1 mil), e faleceu em 1928, aos 60 anos de idade.

O Homem de três Pernas e dois Pênis


O italiano Frank Lentini, também ficou famoso nos shows de aberração por ter alguns membros a mais. Eram três pernas e dois órgãos genitais, a terceira perna era um pouco menor que as outras. Porém, algumas histórias da época sobreviveram e elas contam que ele não ligava muito para a sua “deficiência” e inclusive ele era um excelente jogador de futebol.
O fato de ser diferente não o impediu de levar uma vida normal. Teve quatro filhos com Theresa Murray, com quem foi casado até o dia de sua morte, em 22 de setembro de 1966. Mesmo depois de morto, Frank ainda receberia uma singela homenagem. Em 1995, uma foto sua ilustrou a contracapa do álbum “Alice in Chains”, produzido pela banda homônima.

As Gêmeas Siamesas



As gêmeas siamesas Violet e Daisy Hilton, chamavam a atenção por serem unidas pelo quadril e pelas nádegas. As meninas foram treinadas para o showbiz e fizeram muito sucesso nos anos 30, dançando e cantando. Fizeram filmes – que foram um fracasso de bilheteria, campanhas políticas e shows na TV. Com a fama, os homens se sentiam atraídos pela curiosidade de saber como era namorar com gêmeas siamesas.
Elas foram casadas e com maridos diferentes – porém cada casamento durou apenas algumas semanas!  Com o tempo, o público se esqueceu delas e ao final terminaram como atendentes em uma loja de Charlotte, Carolina do Norte. Depois de vários dias de ausência ao trabalho, encontraram-nas mortas em sua casa em 4 de janeiro de 1969. A autópsia concluiu que tinham falecido com a famosa “Gripe de Hong Kong”, que foi outra pandemia que se propagou pelo mundo naqueles anos.
A Mulher Barbada

Essa é a figura mais famosa dos circos dos horrores. Com a mesma doença dos irmãos mexicanos,e com hipertrofia gengival, a também mexicana Julia Pastrana era conhecida como a mulher macaco.
Ela foi a primeira mulher barbada a ganhar fama no ramo, porém a sua aparência enganava todo mundo – tanto é que Julia era desafiada a fazer exames para provar que realmente era uma mulher. Ao contrário do que a sua aparência pudesse sugerir, Julia era uma pessoa sensível e muito feminina, sua inteligência estava acima da média e ela era fluente em três idiomas. O sonho de sua vida, como o de tantas mulheres, era o de experimentar a maternidade.
Julia foi casada duas vezes, sendo que teve um filho com seu último empresário Theodore Lent. A criança nasceu em Moscovo, com o mesmo mal de Julia, e viveu apenas algumas horas depois do seu nascimento. Julia morreu poucos dias depois da morte de seu filho, aos 26 anos, devido a complicações do parto.
Um fato bizarro é que logo depois de suas mortes, o marido dela mandou mumificar os corpos da esposa e do filho, os quais continuou exibindo-os numa cabine de vidro até enlouquecer e morrer em um sanatório.
Em 2013, a múmia de Julia Pastrana finalmente foi enterrada em solo mexicano. Depois de ter sido abusada e explorada em vida — e depois da morte também! — ela encontrou finalmente a dignidade. Dignidade que havia sido roubada dela por 150 anos!
Fonte: Superinteressante | Mundo Estranho | Wikipedia




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